A ACSO, com projeções elaboradas pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Athon, estima que a Copa do Mundo de 2026 poderá movimentar mais de R$ 300 milhões de forma direta e indireta na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS) ao longo do ciclo de jogos da competição, especialmente em caso de avanço da Seleção Brasileira às fases decisivas. O cenário reforça a relevância do evento como impulsionador do consumo, beneficiando setores estratégicos do comércio e dos serviços.
O estudo aponta que o poder de consumo da população da região segue acima da média estadual. O ticket médio geral projetado para o período é de R$ 619. No varejo alimentar, um dos segmentos mais impactados pela Copa, a expectativa é de crescimento de até 69% no ticket médio nas duas horas que antecedem os jogos da Seleção Brasileira, refletindo a tradicional corrida de última hora para abastecimento de reuniões familiares e confraternizações.
Entre os setores com maior potencial de crescimento, o varejo alimentar deverá concentrar entre R$ 180 milhões e R$ 220 milhões em movimentação econômica adicional. Já bares e restaurantes podem registrar incremento de 15% a 20% no faturamento mensal durante o período dos jogos, enquanto os segmentos de eletroeletrônicos e vestuário possuem previsão de adicionar aproximadamente R$ 45 milhões em vendas. O calendário da competição, com partidas em horários noturnos, tende a favorecer especialmente o consumo de alimentos, bebidas e entretenimento.
Os dados revelam, ainda, comportamentos importantes para o planejamento das empresas. Os supermercados devem observar aumento de 8,3% no fluxo de clientes já no dia anterior aos jogos do Brasil, indicando preparação antecipada dos consumidores. Nos serviços e no delivery, a demanda deverá atingir seus maiores picos durante os intervalos e imediatamente após as partidas, exigindo eficiência logística e capacidade operacional para atender o público sem comprometer a experiência de consumo.
Apesar das perspectivas positivas, o levantamento recomenda cautela. A taxa de inadimplência alcança 61% entre os consumidores que pretendem realizar gastos relacionados à Copa, enquanto os juros elevados continuam limitando o acesso ao crédito tradicional. Nesse contexto, mecanismos de crédito lojista, programas próprios de parcelamento e soluções de pagamento flexíveis podem desempenhar papel importante na sustentação das vendas, permitindo que empresas atendam consumidores com renda ativa, mas restrições no sistema bancário.
“O comércio terá uma oportunidade importante de fortalecer seu relacionamento com os consumidores durante a Copa do Mundo. Mais do que vender, será o momento de oferecer conveniência, bom atendimento e soluções adequadas às necessidades de cada cliente. Quem conseguir unir planejamento, abastecimento eficiente e experiência positiva terá condições de transformar o entusiasmo gerado pelo evento em resultados duradouros para os negócios”, destaca o presidente da ACSO, Hygor Duarte.


























